O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que a situação da “cracolândia” está “muito mais controlada” e destacou que outras cidades enfrentam problemas semelhantes, com locais que possuem “muito mais gente”. Em entrevista ao programa “É Notícia”, Nunes defendeu a instalação de um muro na região, que substituiu tapumes de metal, alegando que […]
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que a situação da “cracolândia” está “muito mais controlada” e destacou que outras cidades enfrentam problemas semelhantes, com locais que possuem “muito mais gente”. Em entrevista ao programa “É Notícia”, Nunes defendeu a instalação de um muro na região, que substituiu tapumes de metal, alegando que a mudança visa “evitar acidentes, especialmente atropelamentos”. A prefeitura precisou justificar a obra ao Supremo Tribunal Federal (STF), enfatizando que o muro não representa um confinamento.
O prefeito também criticou o serviço de mototáxi, ressaltando os riscos que essa atividade traz tanto para os motociclistas quanto para os passageiros. Ele mencionou que cerca de 300 motociclistas estão em reabilitação devido a acidentes e questionou a ausência de apoio das empresas Uber e 99 em situações de emergência. Em São Paulo, um decreto de 2023 proíbe o transporte remunerado de passageiros por motocicletas, gerando conflitos com a regulamentação federal.
A 99 foi a primeira a desafiar a proibição, lançando seu serviço de mototáxi em janeiro de 2024, seguida pela Uber. Ambas as empresas argumentam que suas operações são complementares ao transporte público, especialmente nas áreas periféricas da cidade. Nunes, por sua vez, defendeu a criação de um Grupo de Trabalho em 2023 para discutir a regulamentação do serviço, que concluiu que a implementação do mototáxi representaria um “grande risco para a saúde pública”.
Em relação a um vídeo em que aparece cantando sobre “jogar gás de pimenta na cara de vagabundo”, Nunes afirmou que não se arrepende e comparou a situação a músicas infantis que podem ser mal interpretadas. Ele reiterou seu apoio ao rap e funk, mas condenou a apologia ao crime, afirmando que quem faz isso deve ser responsabilizado. Sobre a possível fusão do MDB com o PSDB, Nunes se posicionou contra, afirmando que essa decisão cabe à gestão nacional do partido.
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