A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) solicitou ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o arquivamento do projeto de lei que anistia os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A proposta, defendida pela bancada bolsonarista, está atualmente na Comissão de Constituição e Justiça. Sâmia argumenta que o projeto é inconstitucional e […]
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) solicitou ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o arquivamento do projeto de lei que anistia os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A proposta, defendida pela bancada bolsonarista, está atualmente na Comissão de Constituição e Justiça. Sâmia argumenta que o projeto é inconstitucional e impede a responsabilização de quem atenta contra a ordem democrática.
Em sua manifestação, a deputada destacou que a aprovação do PL não promoveria uma “pacificação nacional”, mas poderia, na verdade, incentivar a radicalização de grupos com intenções antidemocráticas. O requerimento foi publicado em 14 de fevereiro, em um contexto onde Motta tem feito aproximações com os bolsonaristas, apesar de ter reconhecido, em 7 de fevereiro, a gravidade dos ataques às instituições.
Motta, que assumiu a presidência da Câmara em 1º de fevereiro com o apoio de uma ampla aliança política, minimizou a intenção golpista dos atos de janeiro, afirmando que “golpe tem que ter um líder” e que os envolvidos eram apenas “vândalos”. Recentemente, ele se reuniu com a esposa de um condenado pelos ataques, o que gerou críticas e a primeira tensão entre o campo progressista e sua liderança.
A situação revela a complexidade do cenário político atual, onde o PSOL, que não apoiou a candidatura de Motta, busca se posicionar contra propostas que considera prejudiciais à democracia. A tensão entre os diferentes grupos políticos na Câmara deve continuar à medida que o debate sobre a anistia avança.
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