O diretor do filme brasileiro “Ainda estou aqui”, Walter Salles, afirmou em entrevista à CNN que a gravação do longa não foi viável durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao lado da protagonista Fernanda Torres, Salles ressaltou que o lançamento do filme só foi possível devido ao retorno da democracia no Brasil, mencionando que […]
O diretor do filme brasileiro “Ainda estou aqui”, Walter Salles, afirmou em entrevista à CNN que a gravação do longa não foi viável durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao lado da protagonista Fernanda Torres, Salles ressaltou que o lançamento do filme só foi possível devido ao retorno da democracia no Brasil, mencionando que o país esteve próximo de um golpe de estado no final de 2022.
Salles explicou que a produção levou sete anos para ser concluída, sendo que quatro anos desse período foram marcados pela ascensão da extrema direita, o que inviabilizou a filmagem. Ele destacou que o filme é um reflexo do retorno da democracia, enfatizando que a volta de Lula à presidência foi crucial para a sua realização.
O diretor também comentou sobre a tentativa de golpe de estado que envolveu Bolsonaro e mais 36 aliados, indiciados por tentativas de manter o ex-presidente no poder após sua derrota nas eleições de 2022. O caso está sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve apresentar denúncias em breve.
Durante a entrevista, Salles mencionou que a filmagem ocorreu em 2023 sem conhecimento da tentativa de golpe, sendo interrompido por Fernanda Torres, que acrescentou que o plano incluía o assassinato de Lula e do vice-presidente Alckmin. O diretor concluiu que o filme se tornou ainda mais relevante, refletindo a atual situação política do Brasil. “Ainda estou aqui” foi indicado ao Oscar em três categorias: melhor filme, melhor filme internacional e melhor atriz.
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