O Ministério Público do Paraná (MP-PR) solicitou, nesta segunda-feira (17), a prisão de Jorge Guaranho, ex-policial penal condenado a 20 anos pelo assassinato de Marcelo Arruda, guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu. Guaranho, que recebeu prisão domiciliar temporária na última sexta-feira (14), teve o benefício concedido devido a alegações de problemas […]
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) solicitou, nesta segunda-feira (17), a prisão de Jorge Guaranho, ex-policial penal condenado a 20 anos pelo assassinato de Marcelo Arruda, guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu. Guaranho, que recebeu prisão domiciliar temporária na última sexta-feira (14), teve o benefício concedido devido a alegações de problemas de saúde, mas o MP argumenta que ele não está em estado crítico e que a unidade prisional pode oferecer o tratamento necessário.
O pedido do MP destaca que Guaranho apresenta um “alto grau de belicosidade” e que a violência do crime está ligada a questões comportamentais que não se alteram rapidamente. A defesa, por sua vez, considera a postura do MP “lamentável”, afirmando que o ex-policial não tem condições de permanecer no Complexo Médico Penal de Pinhais, onde não foram realizadas cirurgias necessárias em três anos.
O crime ocorreu em 9 de julho de 2022, quando Guaranho invadiu a festa de aniversário de Arruda, resultando em um tiroteio. Arruda foi socorrido, mas faleceu no dia seguinte, deixando quatro filhos. Após o incidente, Guaranho foi agredido por convidados da festa e internado antes de ser enviado ao CMP.
A decisão sobre o pedido do MP ainda não foi tomada pela Justiça. Enquanto isso, familiares e amigos de Arruda realizaram um protesto pacífico em Foz do Iguaçu no dia seguinte à saída de Guaranho da prisão. O caso, que ganhou repercussão nacional, levanta questões sobre a segurança e a aplicação da justiça em casos de crimes violentos.
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