O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar a denúncia de racismo contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), relacionada a suas declarações sobre a população de Pomerode. Durante a 40ª Festa Pomerana, realizada em 15 de janeiro de 2025, Mello afirmou que a cidade, com 80,3% de sua população branca, “se destaca pela […]
O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar a denúncia de racismo contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), relacionada a suas declarações sobre a população de Pomerode. Durante a 40ª Festa Pomerana, realizada em 15 de janeiro de 2025, Mello afirmou que a cidade, com 80,3% de sua população branca, “se destaca pela cor da pele das pessoas”. O MPF concluiu que não houve intenção discriminatória nas falas do governador.
O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, explicou que a fala de Mello não demonstrou intenção de hierarquizar ou inferiorizar grupos. Segundo ele, “nenhum gesto que se pudesse considerar voltado à dominação” foi identificado, levando ao arquivamento por ausência de dolo. A cidade é conhecida como a “cidade mais alemã do Brasil” e possui 27.562 brancos entre seus 34.289 habitantes.
A denúncia foi inicialmente apresentada pelo vereador de Florianópolis, Leonel Camasão (PSOL), que solicitou uma ação penal contra Mello. O Partido dos Trabalhadores (PT) também denunciou o governador ao MPF, que rechaçou as acusações, considerando a declaração uma “exaltação à mistura de raças”.
Em resposta às acusações, Mello classificou as denúncias como manobras políticas, afirmando que “infelizmente, isso é sistemático”. Ele defendeu seu governo, alegando que Santa Catarina é um exemplo de desenvolvimento e crescimento para o Brasil.
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