Os trabalhos da nova legislatura na Câmara do Rio de Janeiro têm início hoje, com foco nas eleições de 2026. O prefeito Eduardo Paes (PSD), cotado para concorrer ao governo do estado, apresenta um projeto de lei para a criação da Força Municipal Armada, destacando a segurança como prioridade de sua gestão. Em seu discurso, […]
Os trabalhos da nova legislatura na Câmara do Rio de Janeiro têm início hoje, com foco nas eleições de 2026. O prefeito Eduardo Paes (PSD), cotado para concorrer ao governo do estado, apresenta um projeto de lei para a criação da Força Municipal Armada, destacando a segurança como prioridade de sua gestão. Em seu discurso, Paes criticou a política de segurança do governo estadual, afirmando que “sem um comando efetivo das polícias, não haverá solução para o problema”.
O prefeito, que recentemente assumiu a presidência da Frente Nacional dos Prefeitos, enfatizou a necessidade de uma atuação mais robusta do governo federal na busca por soluções para a insegurança. Ele mencionou que municípios como Macaé, Itaperuna, Angra dos Reis, Cabo Frio e Araruama também enfrentam o aumento da violência, ressaltando que o controle de áreas por organizações criminosas afeta a vida nas comunidades. Paes defendeu a recuperação da autoridade estatal como essencial para evitar a anarquia.
Na mensagem enviada à Câmara, Paes detalhou que a nova força terá como foco a prevenção de pequenos delitos e a proteção do patrimônio público, atuando como um elo entre a sociedade e as forças de segurança estaduais. Ele mencionou a intenção de recrutar egressos do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), buscando parcerias com as Forças Armadas e o Ministério da Justiça. A Força contará com uma Corregedoria e Ouvidoria independentes para garantir controle e transparência.
Além disso, Paes anunciou a reestruturação da Guarda Municipal, que reforçará os grupamentos especiais que atuam em programas como BRT Seguro e Praia Segura. Outra proposta em pauta é a proibição da comercialização de armas de gel na cidade, que deve ser votada em breve, conforme decisão do presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD).
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