O governo brasileiro, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu ingressar na Opep+, grupo que reúne aliados da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep). A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 18 de março, após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A Opep, fundada em 1960, conta atualmente com treze […]
O governo brasileiro, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu ingressar na Opep+, grupo que reúne aliados da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep). A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 18 de março, após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A Opep, fundada em 1960, conta atualmente com treze países membros, incluindo Arábia Saudita, Irã e Venezuela, e a Opep+ abrange também nações que colaboram em políticas de petróleo, mas não são membros plenos.
O convite para que o Brasil se juntasse à Opep+ foi feito há mais de um ano, e a confirmação ocorreu durante a cúpula do clima em Dubai, em novembro de 2023. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a adesão ao grupo é uma oportunidade de discutir estratégias entre países produtores. No entanto, a decisão gerou críticas, especialmente em um ano em que o Brasil sediará a COP 30, conferência sobre mudanças climáticas.
Representantes de organizações ambientais, como o Greenpeace, expressaram preocupações sobre a adesão do Brasil à Opep+, afirmando que isso pode comprometer a liderança climática do país. Camila Jardim, do Greenpeace Brasil, afirmou que a decisão envia “o sinal errado” ao mundo, enquanto Pablo Nava, especialista em transição energética, defendeu a necessidade de novas estratégias em vez de se voltar a “velhos esquemas” de exploração de petróleo.
A Opep, que responde por cerca de 30% da produção global de petróleo, tem um histórico de influenciar os preços do mercado internacional. A inclusão do Brasil na Opep+ significa que o país se tornará parte de um grupo que, junto com outros grandes produtores, controla aproximadamente 40% da produção mundial de petróleo. Contudo, a Petrobras, maior produtora nacional, opera como uma empresa de capital misto, o que pode dificultar a implementação de decisões conjuntas sobre produção.
Entre na conversa da comunidade