Cid fez uma correção ao afirmar que houve um erro na citação do vídeo de Braga Netto, que foi gravado no Palácio da Alvorada e não em frente ao Quartel-General do Exército. O ex-ministro destacou que tanto Bolsonaro quanto Braga Netto acreditavam que algo poderia ocorrer para persuadir as Forças Armadas a realizarem um golpe. […]
Cid fez uma correção ao afirmar que houve um erro na citação do vídeo de Braga Netto, que foi gravado no Palácio da Alvorada e não em frente ao Quartel-General do Exército. O ex-ministro destacou que tanto Bolsonaro quanto Braga Netto acreditavam que algo poderia ocorrer para persuadir as Forças Armadas a realizarem um golpe. Essa informação foi revelada em uma delação que faz parte da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que inclui 32 pessoas, entre elas os mencionados, por suposta participação em uma trama golpista após a derrota de Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
O colaborador da delação recordou um vídeo em que Braga Netto conversa com manifestantes, incentivando-os a manter a esperança, afirmando que “ainda não havia terminado” e que algo aconteceria. O trecho da delação destaca que a intenção era estimular as mobilizações em frente aos quartéis, reforçando a ideia de que os dois esperavam um desdobramento que pudesse levar a um golpe militar.
Na gravação, realizada em novembro de 2022, Braga Netto pediu aos apoiadores que não perdessem a “fé”, enquanto eles expressavam estar “na chuva” nos acampamentos que clamavam por uma intervenção militar. Essa situação evidencia a tensão política do período e as tentativas de mobilização de grupos em favor de um golpe. A denúncia da PGR traz à tona a gravidade das ações e conversas que ocorreram entre os envolvidos.
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