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Deputado Afonso Motta exonera assessor investigado por desvios de emendas parlamentares

- Afonso Motta exonerou Lino Furtado após operação da PF sobre desvios de emendas. - O esquema investigado envolve propina de 6% sobre R$ 1 milhão ao Hospital Ana Nery. - A operação EmendaFest foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. - Lino Furtado e lobista Cliver Fiegenbaum são suspeitos de organização criminosa. - Hospital Ana Nery rescindiu contrato com empresa ligada a Fiegenbaum por transparência.

O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) exonerou, nesta terça-feira, 18, o secretário parlamentar Lino Rogério da Silva, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) investigando desvios de emendas destinadas ao Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul. A decisão de Motta visa garantir o andamento das investigações, que revelaram a participação […]

O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) exonerou, nesta terça-feira, 18, o secretário parlamentar Lino Rogério da Silva, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) investigando desvios de emendas destinadas ao Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul. A decisão de Motta visa garantir o andamento das investigações, que revelaram a participação de Lino em um esquema de propina de 6% sobre repasses que totalizariam R$ 1 milhão nos anos de 2023 e 2024.

A operação, chamada EmendaFest, resultou em buscas em 11 endereços relacionados aos investigados, incluindo imóveis em Brasília e no interior do Rio Grande do Sul. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou a ação, destacando a existência de uma organização criminosa que direcionava emendas parlamentares e se apropriava de recursos públicos. Lino também deixou o imóvel funcional onde residia com Motta, e deverá devolver o crachá e as chaves do gabinete.

Afonso Motta expressou estar “constrangido” pela exoneração, mas reafirmou seu compromisso com a verdade e o direito de defesa de Lino. O deputado, que não foi alvo da operação, disse estar “preocupado” com as descobertas da PF, ressaltando que a situação afeta seu mandato. Ele afirmou que Lino trabalhou com ele por 15 anos e sempre seguiu as indicações do gabinete.

Após a deflagração da operação, o Hospital Ana Nery rescindiu o contrato com a empresa de Cliver Fiegenbaum, outro investigado, que estaria envolvido no esquema. O hospital declarou que a decisão foi tomada para garantir transparência e ética na gestão. Até o momento, Lino não se manifestou sobre sua demissão, enquanto Afonso Motta se disse “surpreendido” pela ação da PF.

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