O ex-prefeito de Taboão da Serra (SP), José Aprígio (Podemos), é investigado por supostamente ter adquirido um fuzil por R$ 85 mil, utilizado em um atentado forjado contra ele em outubro de 2024. A informação foi revelada por um delator que está preso e que afirmou que o pagamento foi feito em dinheiro vivo. O […]
O ex-prefeito de Taboão da Serra (SP), José Aprígio (Podemos), é investigado por supostamente ter adquirido um fuzil por R$ 85 mil, utilizado em um atentado forjado contra ele em outubro de 2024. A informação foi revelada por um delator que está preso e que afirmou que o pagamento foi feito em dinheiro vivo. O delator também mencionou que R$ 500 mil foram prometidos a atiradores e comparsas envolvidos na trama. O promotor de Justiça, Juliano Carvalho Atoji, destacou que a acusação ainda precisa ser confirmada pelas investigações em andamento.
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo iniciaram a Operação Fato Oculto para prender os envolvidos no suposto atentado. Dez pessoas estão sendo investigadas, incluindo Aprígio e três ex-secretários municipais. O atentado, que ocorreu nove dias antes do segundo turno das eleições, foi inicialmente considerado uma tentativa de homicídio, mas as investigações indicam que foi forjado para gerar empatia da população e reverter a desvantagem eleitoral de Aprígio, que acabou perdendo para Engenheiro Daniel (União Brasil).
Durante o ataque, Aprígio foi baleado no ombro enquanto estava em um carro blindado, mas sobreviveu e teve alta hospitalar na véspera da votação. O delegado Hélio Bressan afirmou que ainda não há provas concretas da participação de Aprígio no esquema, mas existem indícios que levantam suspeitas sobre seu envolvimento. Ele questionou a lógica do atentado, dado que o ex-prefeito esteve em situações de vulnerabilidade sem ser atacado.
Em resposta às acusações, Aprígio se declarou vítima e afirmou ter sido surpreendido com os desdobramentos das investigações. Sua defesa reiterou que ele sofreu um ataque real e que a investigação deve esclarecer os fatos. A apuração continua, com a polícia buscando identificar os mandantes e a origem do dinheiro utilizado na compra do armamento.
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