Um grupo de militares das Forças Especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, é acusado de tentar pressionar o então comandante da Força, general Freire Gomes, e o Alto Comando a apoiar um golpe de Estado. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirma que o grupo formulou cartas e mobilizou colegas […]
Um grupo de militares das Forças Especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, é acusado de tentar pressionar o então comandante da Força, general Freire Gomes, e o Alto Comando a apoiar um golpe de Estado. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirma que o grupo formulou cartas e mobilizou colegas para ações de força, com o objetivo de impedir a posse do presidente eleito, Lula da Silva, e manter o ex-presidente Bolsonaro no poder.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que os integrantes dos “kids pretos” eram treinados para diversas operações, incluindo inteligência, combate ao terrorismo e infiltração em áreas hostis. A denúncia revela que esse grupo atuou como uma organização criminosa, buscando influenciar decisões no alto escalão militar em um contexto político conturbado.
Além disso, o relatório final da Polícia Federal indica que os “kids pretos” abandonaram um plano para assassinar o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após a cúpula do Exército não apoiar suas ações. Essa desistência evidencia a tensão interna nas Forças Armadas e a resistência a medidas extremas em um momento de crise política.
A situação levanta preocupações sobre a integridade das instituições e a possibilidade de ações ilegais dentro das Forças Armadas. A PGR segue investigando as atividades do grupo e suas implicações para a segurança nacional e a democracia no Brasil.
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