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Polícia Federal flagra esquema de corrupção eleitoral em Nilópolis com prefeito e PMs

- A Polícia Federal investiga corrupção eleitoral em Nilópolis, RJ, envolvendo Abraãozinho. - R$ 172 mil foram apreendidos na casa do prefeito, ligado a um bicheiro local. - Policiais militares e um ex-chefe de gabinete foram flagrados com dinheiro e santinhos. - O advogado Bruno Cabral é investigado por receber R$ 111,3 mil no esquema. - Abraãozinho se declarou à disposição da Justiça, buscando esclarecer os fatos.

A Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação sobre o prefeito de Nilópolis (RJ), Abraãozinho (PL), sobrinho do bicheiro Anísio Abraão David, após a apreensão de R$ 172 mil em sua residência. A operação, deflagrada na véspera do primeiro turno das eleições municipais de 2024, revelou um “complexo esquema de corrupção eleitoral” na cidade, que inclui […]

A Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação sobre o prefeito de Nilópolis (RJ), Abraãozinho (PL), sobrinho do bicheiro Anísio Abraão David, após a apreensão de R$ 172 mil em sua residência. A operação, deflagrada na véspera do primeiro turno das eleições municipais de 2024, revelou um “complexo esquema de corrupção eleitoral” na cidade, que inclui o uso de candidaturas laranjas e a participação de servidores públicos e políticos locais.

Durante a operação, a PF flagrou três policiais militares e um ex-chefe de gabinete em uma casa com santinhos eleitorais e dinheiro em espécie. Um dos policiais, o subtenente Gomes, foi encontrado com R$ 15,2 mil e uma pistola, enquanto o auditor Rodrigo Dias Duarte, ex-chefe de gabinete de Abraãozinho, tinha R$ 25,3 mil e uma lista com dados de eleitores. Outros envolvidos, como João Leandro Botelho, também foram detidos com quantias em dinheiro.

Além de Abraãozinho, a PF investiga o advogado Bruno Cabral Pereira, que recebeu R$ 111,3 mil para serviços a candidatos nas eleições de 2024. A operação resultou na prisão de pelo menos dez pessoas ligadas à administração do prefeito, incluindo funcionários exonerados após as detenções. Todos os detidos foram liberados com medidas cautelares, como a proibição de contato entre os investigados.

Em resposta às acusações, Abraãozinho declarou estar “à disposição da Justiça para que tudo seja esclarecido” e reafirmou seu compromisso com a transparência. O advogado Bruno Cabral não se manifestou, e as defesas dos demais citados não foram localizadas. A investigação continua em andamento, com a PF buscando desmantelar o esquema de corrupção em Nilópolis.

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