O tenente-coronel Mauro Cid, em delação premiada, revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou a militares que monitorassem o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em dezembro de 2022. Cid afirmou que Bolsonaro pediu para verificar a localização do ministro, destacando que o ex-presidente queria fazer um “acompanhamento” de Moraes. Durante seu depoimento à […]
O tenente-coronel Mauro Cid, em delação premiada, revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou a militares que monitorassem o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em dezembro de 2022. Cid afirmou que Bolsonaro pediu para verificar a localização do ministro, destacando que o ex-presidente queria fazer um “acompanhamento” de Moraes.
Durante seu depoimento à Polícia Federal em março do ano passado, Cid mencionou que Bolsonaro estava interessado em um encontro entre o general Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Moraes, que ocorreria em São Paulo. O tenente-coronel afirmou que não tinha conhecimento de outros motivos que justificassem o interesse de Bolsonaro no ministro do STF.
Cid também informou que o monitoramento foi realizado pelo coronel Marcelo Câmara, mas não soube de outras razões que pudessem ter levado Bolsonaro a essa ação. Importante ressaltar que o depoimento não faz menção a um suposto plano para assassinar Moraes, que foi revelado pela PF em novembro do ano passado.
Na ocasião, a PF divulgou que militares das Forças Especiais teriam elaborado um plano para sequestrar ou assassinar o ministro, incluindo o rastreamento de seus deslocamentos em Brasília. Contudo, a delação de Cid não mencionou esse caso específico, focando apenas no pedido de monitoramento feito por Bolsonaro.
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