A Igreja Católica da Venezuela manifestou sua preocupação com a crescente autoritarismo do governo de Nicolás Maduro. Durante a 123ª Assembleia Ordinária Plenária, os bispos alertaram sobre possíveis restrições à liberdade religiosa e a perseguição que os fiéis podem enfrentar, semelhante ao que ocorre em Nicaragua. O arcebispo de Valencia, monseñor Jesús González de Zárate, […]
A Igreja Católica da Venezuela manifestou sua preocupação com a crescente autoritarismo do governo de Nicolás Maduro. Durante a 123ª Assembleia Ordinária Plenária, os bispos alertaram sobre possíveis restrições à liberdade religiosa e a perseguição que os fiéis podem enfrentar, semelhante ao que ocorre em Nicaragua. O arcebispo de Valencia, monseñor Jesús González de Zárate, enfatizou a necessidade de um ambiente de paz e liberdade, onde os cidadãos possam professar sua fé sem medo de represálias.
A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) denunciou, em comunicado, que a repressão política, o enfraquecimento das instituições e as restrições à participação política criaram um clima de incerteza no país. Os religiosos pediram também a amnistia para aqueles que foram encarcerados por motivos políticos, destacando a urgência de restaurar os direitos civis e a dignidade dos cidadãos.
Além disso, a Igreja se uniu ao apelo do papa Francisco para que os bispos dos Estados Unidos protejam os migrantes venezuelanos, que estão fugindo da crise econômica e política. A CEV ressaltou que a migração em massa é uma consequência direta da situação crítica enfrentada no país, especialmente após as eleições presidenciais de 28 de julho, que foram marcadas por questionamentos e repressão a protestos.
Historicamente, o governo chavista tem mantido relações tensas com a Igreja Católica, enquanto se aproximou de igrejas evangélicas. Recentemente, o governo elevou a direção de cultos e religiões a um viceministério, demonstrando uma mudança na estratégia política em relação às instituições religiosas. A postura da Igreja Católica, uma das mais respeitadas no país, sinaliza uma nova fase de engajamento político e defesa dos direitos humanos na Venezuela.
Entre na conversa da comunidade