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Mauro Cid pede perdão judicial e proteção para delação premiada com a PF

- Mauro Cid, ex-ajudante de Jair Bolsonaro, pediu perdão judicial e proteção. - Delação premiada revela tentativas de golpe durante o governo anterior. - Cid participou de reuniões no Palácio do Planalto sobre o plano golpista. - Documento apresentado a Bolsonaro incluía ordens para prender ministros. - STF retirou sigilo da delação; denunciados têm 15 dias para se manifestar.

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Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, solicitou perdão judicial para si e sua família, além de proteção policial em troca de sua colaboração com a Polícia Federal (PF) por meio de delação premiada. O sigilo da delação foi retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo que as […]

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, solicitou perdão judicial para si e sua família, além de proteção policial em troca de sua colaboração com a Polícia Federal (PF) por meio de delação premiada. O sigilo da delação foi retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo que as informações se tornem públicas. A defesa de Cid busca não apenas o perdão judicial, mas também a redução da pena para até dois anos de reclusão, a devolução de bens apreendidos e a extensão dos benefícios para seus familiares.

Na denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, é solicitado que as cláusulas do acordo de colaboração de Cid sejam mantidas até o término do processo, quando os benefícios poderão ser avaliados. A delação foi formalizada em 25 de agosto de 2023, com os primeiros depoimentos ocorrendo nos dias 25, 28 e 31 do mesmo mês. Durante esses depoimentos, Cid revelou a existência de um grupo denominado “radicais”, que tentou persuadir Bolsonaro a realizar um golpe de Estado.

Cid relatou que participou de reuniões no Palácio do Planalto, onde Felipe Martins, ex-assessor internacional, apresentou um documento a Bolsonaro que abordava interferências no Judiciário e no Executivo. O documento incluía um decreto com ordens para várias pessoas, incluindo ministros do STF. Segundo Cid, Bolsonaro leu e alterou as ordens, mantendo a prisão de Alexandre de Moraes e a convocação de novas eleições. Após as modificações, Bolsonaro convocou generais do Exército para discutir o assunto, sendo que o Almirante Almir Garnier Santos se mostrou favorável ao golpe, enquanto os comandantes do Exército e da Aeronáutica se opuseram.

Com a retirada do sigilo, o ministro Alexandre de Moraes notificou os 34 denunciados, que agora têm um prazo de 15 dias para se manifestar sobre o processo. A situação se desenrola em um contexto de crescente tensão política e judicial, com a delação de Cid podendo trazer novas revelações sobre os eventos que cercaram a administração de Bolsonaro.

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