A denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra Jair Bolsonaro e 33 aliados aponta para uma tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições. A acusação inclui uma mensagem de um militar de alta patente, o brigadeiro Maurício Pazini Brandão, enviada em 2 de janeiro de 2023, que expressa que sua tropa […]
A denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra Jair Bolsonaro e 33 aliados aponta para uma tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições. A acusação inclui uma mensagem de um militar de alta patente, o brigadeiro Maurício Pazini Brandão, enviada em 2 de janeiro de 2023, que expressa que sua tropa estava com “sangue nos olhos”. Brandão, que havia sido exonerado do cargo de diretor de Ciência, Tecnologia e Inovações, questiona se a tropa deve ser desmobilizada ou permanecer em alerta.
Gonet utiliza mensagens apreendidas de celulares como evidência do planejamento de ações após 15 de dezembro de 2022. Ele destaca que as comunicações de Bolsonaro revelam uma expectativa de permanência no poder, indicando que havia um plano em andamento. A denúncia sugere que a equipe de Bolsonaro estava em contato constante, discutindo estratégias para manter a influência política.
Outro ponto relevante na denúncia é uma troca de mensagens entre o general Walter Braga Netto e o capitão Sérgio Rocha Cordeiro. Cordeiro enviou seu currículo ao candidato a vice de Bolsonaro, e Braga Netto respondeu de forma pessimista, insinuando que a continuidade no poder era incerta. Essa comunicação reforça a ideia de que havia uma preocupação com a transição de governo e a possibilidade de ações não convencionais.
Esses elementos, conforme apresentados por Gonet, evidenciam um clima de tensão e descontentamento entre os apoiadores de Bolsonaro, sugerindo que havia um planejamento para contestar os resultados eleitorais. A situação levanta questões sobre a lealdade das forças armadas e a estabilidade política no Brasil após as eleições.
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