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Moraes torna pública delação de Mauro Cid e revela ausência de general na lista de denunciados

- O ministro do STF, Alexandre de Moraes, notificou 34 denunciados pela PGR. - Entre os denunciados estão Jair Bolsonaro e generais envolvidos em ações golpistas. - A delação de Mauro Cid foi tornada pública, mas não menciona Luiz Eduardo Ramos. - Ramos, ex-ministro, era próximo de Cid e atuava como elo com Bolsonaro. - Dois auxiliares de Ramos são citados na delação, incluindo o general Mário Fernandes.

Na manhã desta quarta-feira, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, notificou os 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que têm um prazo de 15 dias para apresentar suas respostas. O despacho também derrubou o sigilo da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. O procurador-geral, Paulo Gonet, incluiu na denúncia figuras proeminentes da tentativa […]

Na manhã desta quarta-feira, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, notificou os 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que têm um prazo de 15 dias para apresentar suas respostas. O despacho também derrubou o sigilo da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. O procurador-geral, Paulo Gonet, incluiu na denúncia figuras proeminentes da tentativa de golpe, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e generais de alta patente, além de outros ex-ministros e militares.

Entre os denunciados, a maioria é composta por militares, incluindo os generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira. Também estão na lista o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, e o coronel da ativa Bernardo Romão Corrêa Netto. A denúncia sugere que outros indivíduos podem ser incluídos posteriormente, ampliando o alcance das investigações.

A ausência de menções ao general da reserva Luiz Eduardo Ramos na delação de Cid gerou especulações entre ex-integrantes do governo Bolsonaro. Ramos, que foi chefe da Casa Civil e depois da Secretaria-Geral da Presidência, é visto como uma figura próxima a Cid e seu pai, o general Mauro Lourena Cid. Apesar de sua proximidade, a delação não apresenta evidências diretas contra ele na tentativa de golpe.

Cid relatou episódios envolvendo dois auxiliares diretos de Ramos, incluindo o general Mário Fernandes, que está preso e é descrito como parte da ala radical que tentava incitar um golpe de Estado. Fernandes é acusado pela Polícia Federal de ser um dos idealizadores de um plano para assassinar o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin. Outro auxiliar mencionado é o coronel da reserva Eduardo Gomes, que tentou descredibilizar as urnas eletrônicas em uma apresentação durante uma live de Bolsonaro.

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