Congresistas de Nova York, tanto democratas quanto republicanos, expressaram forte oposição ao corte de pessoal e subsídios do fundo de saúde para vítimas do 11 de setembro, que atende mais de 130.000 pessoas, incluindo trabalhadores essenciais e sobreviventes dos atentados de 2001. O corte, determinado pelo Departamento de Eficácia Governamental (DOGE), sob a liderança de […]
Congresistas de Nova York, tanto democratas quanto republicanos, expressaram forte oposição ao corte de pessoal e subsídios do fundo de saúde para vítimas do 11 de setembro, que atende mais de 130.000 pessoas, incluindo trabalhadores essenciais e sobreviventes dos atentados de 2001. O corte, determinado pelo Departamento de Eficácia Governamental (DOGE), sob a liderança de Elon Musk, resulta em uma redução de 20% na equipe do programa, o que, segundo os legisladores, atrasará tratamentos vitais para aqueles expostos a materiais tóxicos.
Além disso, a administração republicana cancelou a subvenção para um programa de pesquisa que compara as taxas de doenças entre bombeiros de Nova York e de outros estados, visando identificar novos problemas de saúde relacionados à Zona Zero. Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, houve demissões de funcionários em período de experiência e ofertas de indenização para funcionários permanentes que aceitassem deixar seus cargos, resultando em uma diminuição significativa na capacidade operacional do programa.
Os legisladores alertaram que os cortes levarão a uma demora “desastrosa” nas listas de espera para pacientes com doenças graves, como câncer. Eles pedem a Trump e ao governo federal a recontratação de pessoal e a restauração dos fundos de pesquisa. Os senadores democratas Chuck Schumer e Kirsten Gillibrand enviaram uma carta a Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde, solicitando que ele revertesse os cortes e garantisse a continuidade do atendimento de qualidade.
A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, também criticou a medida, chamando-a de cruel e inaceitável, destacando que os heróis que ajudaram após os ataques merecem respeito e cuidado do governo. O senador Schumer enfatizou que a redução de pessoal é não apenas inaceitável, mas também antipatriótica, refletindo um consenso entre democratas e republicanos sobre a importância de apoiar aqueles que serviram na Zona Zero.
Entre na conversa da comunidade