A controvérsia em torno das coleções da Bavarian State Painting Collections, responsável por obras-primas exibidas em museus de Munique, ganhou novos contornos após um relatório do Süddeutsche Zeitung. O jornal revelou que a instituição possui quase 200 obras que foram saqueadas pelos nazistas, sem informar ao público ou aos herdeiros que buscam a devolução de […]
A controvérsia em torno das coleções da Bavarian State Painting Collections, responsável por obras-primas exibidas em museus de Munique, ganhou novos contornos após um relatório do Süddeutsche Zeitung. O jornal revelou que a instituição possui quase 200 obras que foram saqueadas pelos nazistas, sem informar ao público ou aos herdeiros que buscam a devolução de algumas peças. A reportagem, baseada em um documento interno de 2020, listou oito obras que pertenciam a Alfred Flechtheim, um comerciante judeu perseguido pelo regime nazista.
A ministra da Cultura da Alemanha, Claudia Roth, criticou a Bavarian State Painting Collections por sua “falta de transparência”, acusando a organização de “ocultação deliberada” de informações sobre arte saqueada. Roth enfatizou que seria um escândalo se descobertas sobre obras de arte roubadas pelos nazistas fossem intencionalmente retidas. A instituição já enfrentou críticas anteriormente, especialmente após a divulgação, em 2022, de um banco de dados com informações sobre cerca de 1.000 obras adquiridas durante a era nazista.
Apesar dos esforços para aumentar a transparência, a questão da proveniência das obras continua a gerar polêmica. Em 2023, por exemplo, o Pinakothek der Moderne retirou de exibição a pintura Madame Soler, de Pablo Picasso, que havia pertencido a Paul von Mendelssohn-Bartholdy. Embora a Bavarian State Painting Collections tenha defendido a legitimidade da compra da obra, especialistas em arte questionam se o museu deveria exibi-la, dada sua história controversa.
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