A defesa de Jair Bolsonaro delineou sua estratégia para contestar a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) no Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado Celso Vilardi, responsável pela defesa, afirmou que a equipe irá destacar as contradições entre as delações da Operação Lava-Jato, que foram anuladas pela Corte, e a delação de Mauro Cid. […]
A defesa de Jair Bolsonaro delineou sua estratégia para contestar a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) no Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado Celso Vilardi, responsável pela defesa, afirmou que a equipe irá destacar as contradições entre as delações da Operação Lava-Jato, que foram anuladas pela Corte, e a delação de Mauro Cid. Vilardi acredita que, se o STF agir com coerência, deverá anular o acordo de delação de Cid.
Na quarta-feira, Bolsonaro se reuniu com 25 deputados bolsonaristas para discutir a defesa. Este encontro marcou a primeira vez que a base política do ex-presidente se uniu para ouvir a estratégia da defesa e alinhar um discurso coletivo contra a denúncia da PGR e o STF. Os deputados planejam utilizar as redes sociais e a tribuna do Parlamento para criticar o que consideram um clima de tortura nas declarações de Cid, além de questionar as diversas versões apresentadas por ele e as ameaças à sua família.
A mobilização dos apoiadores de Bolsonaro para um ato recente também será um ponto de união entre os deputados. Nesta quinta-feira, o ex-presidente adotou um tom desafiador em relação ao STF, afirmando não temer a prisão. “Caguei para a prisão”, declarou Bolsonaro, referindo-se às constantes ameaças de prisão que recebe.
A estratégia da defesa e a mobilização política refletem um esforço conjunto para enfrentar as acusações e fortalecer a imagem de Bolsonaro diante de seus apoiadores e do público em geral.
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