O juiz eleitoral Antonio Maria Patiño Zorz condenou Pablo Marçal, ex-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Se a decisão for confirmada em instâncias superiores, Marçal ficará inelegível por pelo menos oito anos, até 2032. Ele foi acusado de uso indevido de meios […]
O juiz eleitoral Antonio Maria Patiño Zorz condenou Pablo Marçal, ex-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Se a decisão for confirmada em instâncias superiores, Marçal ficará inelegível por pelo menos oito anos, até 2032. Ele foi acusado de uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita de recursos, enquanto sua vice, Antonia de Jesus, foi absolvida.
A condenação é resultado de uma ação movida pelo PSB e pelo PSOL, partidos que tiveram Tabata Amaral e Guilherme Boulos como candidatos, respectivamente. Esta é a primeira condenação de Marçal por ilícitos eleitorais, o que pode comprometer suas aspirações de concorrer à Presidência da República em 2026. A decisão se baseia em alegações de venda de apoio político durante a campanha.
Marçal teria prometido gravar vídeos de apoio a candidatos a vereador que realizassem transferências Pix de R$ 5 mil para sua campanha. Ele divulgou o pedido em suas redes sociais, onde afirmou que candidatos “do bem” poderiam solicitar seu apoio, desde que não fossem da esquerda. A gravação gerou controvérsia e foi um dos pontos centrais da condenação.
A reportagem de CartaCapital tentou contato com Marçal para obter um posicionamento sobre a condenação, mas ainda não recebeu resposta. O espaço para manifestação permanece aberto, e a situação segue em atualização.
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