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Pablo Marçal é condenado a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder eleitoral

- Pablo Marçal, do PRTB, foi condenado a oito anos de inegibilidade por irregularidades. - A decisão foi proferida pelo juiz Antonio Zorz, após ações do PSOL e PSB. - Marçal usou vídeo para captar R$ 5 mil em troca de apoio a candidatos não esquerdistas. - A vice de Marçal, Antonia de Jesus, foi absolvida por não ter participação direta. - Apesar da condenação, Marçal planeja candidatura à presidência em 2026.

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A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou o empresário Pablo Marçal (PRTB) a oito anos de inegibilidade por abuso de poder político e econômico, além de captação ilícita de recursos. A decisão, proferida pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorz, cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP). A sentença foi resultado de ações movidas pelo PSOL […]

A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou o empresário Pablo Marçal (PRTB) a oito anos de inegibilidade por abuso de poder político e econômico, além de captação ilícita de recursos. A decisão, proferida pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorz, cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP). A sentença foi resultado de ações movidas pelo PSOL e PSB, adversários de Marçal na eleição de 2024, que contestaram um vídeo em que ele supostamente oferecia apoio a candidatos a vereador em troca de doações.

No vídeo, Marçal criticou seus concorrentes, afirmando que não usava dinheiro público enquanto eles gastavam R$ 100 milhões em propaganda. O juiz considerou que Marçal “atuou para fraudar o sistema representativo” e distorceu a realidade das regras eleitorais. Ele destacou que o empresário ofereceu apoio político em troca de doações de R$ 5 mil, configurando uma fraude que viola as normas eleitorais brasileiras.

O magistrado também apontou que Marçal “simulou” a arrecadação de recursos, criando um formulário para receber doações, o que caracterizou abuso de poder econômico. A candidata a vice na chapa de Marçal, Antonia de Jesus, foi absolvida, pois não houve evidências de sua participação nas ações contestadas.

A defesa de Marçal argumentou que ele recebeu apenas seis doações, todas estornadas, e que as condutas não configuravam abuso de poder. Marçal, que obteve 1.719.274 votos na eleição, tem planos de se candidatar à presidência em 2026, com 11% de intenções de voto, segundo pesquisa Genial/Quaest.

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