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Procuradoria da Bolívia descarta denúncia de Evo Morales sobre suposto atentado contra sua vida

- O Ministério Público da Bolívia rejeitou a queixa de Evo Morales por falta de provas. - Morales denunciou um ataque a seu veículo por homens encapuzados em outubro. - O ex-presidente critica o governo de Luis Arce por não investigar adequadamente. - Morales afirma que o Estado não cumpre recomendações da Comissão Interamericana. - O ex-presidente enfrenta conflitos com Arce, acusado de perseguição legal.

O Ministério Público da Bolívia rejeitou a queixa do ex-presidente Evo Morales sobre um suposto atentado contra sua vida, alegando falta de provas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, com uma fonte da Procuradoria afirmando que a denúncia não tinha fundamentos suficientes. Morales havia denunciado publicamente, em 27 de outubro, que homens encapuzados dispararam contra […]

O Ministério Público da Bolívia rejeitou a queixa do ex-presidente Evo Morales sobre um suposto atentado contra sua vida, alegando falta de provas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, com uma fonte da Procuradoria afirmando que a denúncia não tinha fundamentos suficientes. Morales havia denunciado publicamente, em 27 de outubro, que homens encapuzados dispararam contra seu veículo enquanto se dirigia a uma estação de rádio em uma estrada entre as cidades de Villa Tunari e Lauca Eñe, no departamento de Cochabamba.

Em resposta à decisão do Ministério Público, Morales expressou sua indignação em sua conta no X, afirmando que o governo de Luis Arce está permitindo ações de “terrorismo de Estado”. Ele criticou a falta de investigação sobre o ataque, mencionando um apelo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para que o caso fosse tratado com seriedade. Morales, que governou a Bolívia de 2006 a 2019, está em conflito com Arce, seu ex-ministro e atual adversário político.

O ex-presidente, de 65 anos, acusa Arce de promover uma “perseguição legal” para impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais de agosto. Em janeiro, um juiz boliviano havia determinado a prisão de Morales por não comparecer a procedimentos judiciais relacionados a uma acusação de tráfico de uma menor, com quem ele teria tido uma filha durante seu mandato. A situação evidencia a crescente tensão política entre os dois líderes e suas respectivas bases de apoio.

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