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Tabata solicita investigação do MP sobre irregularidades na compra de armadilhas contra dengue

- A deputada Tabata Amaral protocolou pedido ao MP-SP para investigar Ricardo Nunes. - Acusações incluem sobrepreço na compra de armadilhas contra a dengue. - Armadilhas custaram R$ 305 cada, enquanto similar da Fiocruz era R$ 10. - Falta de manutenção das armadilhas pode ter contribuído para aumento de casos. - Servidor da CGM foi transferido após investigação, levantando suspeitas de obstrução.

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) solicitou ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) a investigação do prefeito Ricardo Nunes (MDB) por supostas irregularidades na compra e manutenção de armadilhas contra o mosquito da dengue. Em seu pedido, protocolado nesta quinta-feira, a deputada afirma que há um conjunto de provas “suficiente” para que o MP-SP […]

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) solicitou ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) a investigação do prefeito Ricardo Nunes (MDB) por supostas irregularidades na compra e manutenção de armadilhas contra o mosquito da dengue. Em seu pedido, protocolado nesta quinta-feira, a deputada afirma que há um conjunto de provas “suficiente” para que o MP-SP acompanhe as diligências da Controladoria Geral do Município (CGM) ou inicie uma análise independente dos fatos.

Tabata menciona reportagens da Agência Pública que indicam sobrepreço na aquisição das armadilhas. A prefeitura contratou a empresa Biovec por R$ 305 a unidade, enquanto a Fiocruz oferecia um produto similar por apenas R$ 10. Além disso, a Biovec teria um sócio próximo a Nunes, levantando suspeitas de “indícios de direcionamento” na contratação. A CGM investiga se a falta de manutenção das armadilhas contribuiu para o aumento dos casos de dengue na cidade.

A fabricante recomendou a troca do veneno a cada quatro semanas, mas a Secretaria Municipal de Saúde estabeleceu um prazo de três meses, com documentos internos mostrando que a troca levou, em média, sete meses. O servidor da CGM que iniciou a investigação foi transferido de setor um dia após a reportagem, o que, segundo Tabata, pode indicar pressão do prefeito para retardar as investigações.

O MP-SP agora deve decidir se receberá o pedido de investigação. Caso aceite, o órgão avaliará as denúncias para determinar se um inquérito deve ser aberto para investigar possíveis crimes relacionados ao caso.

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