Alice Weidel, da Alternativa para a Alemanha (AfD), é a primeira mulher escolhida pelo partido de ultradireita para concorrer ao cargo de chanceler nas eleições gerais de 23 de fevereiro de 2025. A candidata, que é assumidamente lésbica e casada com uma imigrante, tem como uma de suas principais bandeiras o combate à imigração. Weidel […]
Alice Weidel, da Alternativa para a Alemanha (AfD), é a primeira mulher escolhida pelo partido de ultradireita para concorrer ao cargo de chanceler nas eleições gerais de 23 de fevereiro de 2025. A candidata, que é assumidamente lésbica e casada com uma imigrante, tem como uma de suas principais bandeiras o combate à imigração. Weidel se inspira na ex-premiê britânica Margaret Thatcher e defende uma política de fechamento de fronteiras e deportação de imigrantes ilegais.
A AfD aparece em segundo lugar nas pesquisas, com 21% das intenções de voto, atrás da aliança conservadora CDU/CSU, que lidera com 30%. A ascensão da AfD é vista como uma resposta à instabilidade política na Alemanha, especialmente após a crise que levou à demissão do ministro das Finanças, Christian Lindner, e ao colapso do governo de Olaf Scholz. Weidel, que é colíder da bancada da AfD, destaca-se por seu perfil que mistura uma imagem de moderada com um discurso mais radical em redes sociais.
Formada em administração e economia, Weidel trabalhou no Goldman Sachs e fez doutorado na China. Desde que entrou para a política em 2013, tem atraído novos eleitores para a AfD, que é monitorada pelo serviço secreto alemão por suspeitas de extremismo. Apesar de sua orientação sexual, Weidel se opõe à “ideologia de gênero” e critica a intervenção do Estado em questões de diversidade.
A candidata propõe reformas econômicas, como a redução de impostos e o fim do salário mínimo, além de ser cética em relação às mudanças climáticas. O programa da AfD inclui a saída da Alemanha da União Europeia e uma política rigorosa contra imigrantes. Apesar de reconhecer dificuldades para chegar ao poder em 2025, Weidel acredita que a AfD terá mais chances nos próximos anos, especialmente após a antecipação das eleições devido à crise política atual.
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