O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas por golpe de Estado e crimes contra o Estado Democrático de Direito. Gonet, que assumiu o cargo em 2023 por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi cotado para a posição em 2019, mas sua escolha em 2024 […]
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas por golpe de Estado e crimes contra o Estado Democrático de Direito. Gonet, que assumiu o cargo em 2023 por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi cotado para a posição em 2019, mas sua escolha em 2024 quebrou a tradição de nomear o primeiro colocado da lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Apesar de não ter os votos da categoria, recebeu apoio de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
Gonet, que tem uma trajetória conservadora, foi indicado por Bia Kicis, deputada federal e aliada de Bolsonaro. Durante uma reunião em 2019, Kicis relatou que Gonet garantiu ao presidente que não usaria o cargo para atrapalhar seu governo. O procurador é um crítico do aborto e, em um artigo de 2009, defendeu que a vida humana deve ser considerada desde a concepção, posicionando-se contra a interrupção da gravidez, exceto em casos previstos pela lei.
Além de sua postura sobre o aborto, Gonet também se opôs à criminalização da homofobia e transfobia, manifestando contrariedade a decisões do STF. Sua atuação no passado inclui posicionamentos contra a responsabilização do Estado por mortes durante a ditadura militar, o que gerou críticas de entidades como a OAB e ONGs de direitos humanos. Apesar de sua biografia conservadora, Gonet conseguiu realizar importantes denúncias, incluindo a mais relevante desde a redemocratização contra Bolsonaro.
A gestão de Gonet à frente do Ministério Público Federal (MPF), embora marcada por sua origem conservadora, também se destacou por ações significativas, como a denúncia contra Bolsonaro, que evidenciou sua capacidade de atuar em um contexto político complexo e polarizado.
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