A Justiça de Nova York ordenou que o Itaú BBA forneça aos irmãos Leandro e Thiago Ramos, fundadores do site Kabum, documentos relacionados à operação de follow-on do Magazine Luiza, realizada em julho de 2021. O banco atuou como agente de colocação dos títulos para investidores estrangeiros durante essa operação. Os irmãos buscam demonstrar que […]
A Justiça de Nova York ordenou que o Itaú BBA forneça aos irmãos Leandro e Thiago Ramos, fundadores do site Kabum, documentos relacionados à operação de follow-on do Magazine Luiza, realizada em julho de 2021. O banco atuou como agente de colocação dos títulos para investidores estrangeiros durante essa operação. Os irmãos buscam demonstrar que o Itaú BBA teve um conflito de interesses na venda da Kabum para o Magalu, que foi assessorada pelo próprio banco.
Os irmãos afirmam que, na época do follow-on, as ações do Magazine Luiza foram ofertadas pelo Itaú BBA a um preço de aproximadamente R$ 23 no Brasil e 160 dólares nos Estados Unidos. Essa operação é central para a argumentação deles, pois acreditam que o banco não agiu de forma ética ao assessorar tanto a venda da Kabum quanto a emissão de ações da varejista.
Atualmente, as ações do Magazine Luiza enfrentam uma desvalorização significativa, valendo menos de R$ 1 no Brasil e menos de 8 dólares por ADR nos EUA. Essa queda acentuada nos preços das ações levanta questões sobre a viabilidade das operações realizadas pelo Itaú BBA e a transparência nas informações fornecidas aos investidores.
A decisão da Justiça de Nova York é um passo importante para os irmãos Ramos, que buscam esclarecer as circunstâncias que cercaram a venda da Kabum e a operação de follow-on do Magazine Luiza, além de avaliar o papel do Itaú BBA em ambas as transações.
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