O grupo extremista Hamas acusou Israel de violar o cessar-fogo na Faixa de Gaza após o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu adiar a libertação de prisioneiros palestinos, prevista para este sábado (22). O Hamas havia libertado seis reféns israelenses em troca de 600 palestinos, mas Israel decidiu postergar a troca, alegando a necessidade de consultas […]
O grupo extremista Hamas acusou Israel de violar o cessar-fogo na Faixa de Gaza após o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu adiar a libertação de prisioneiros palestinos, prevista para este sábado (22). O Hamas havia libertado seis reféns israelenses em troca de 600 palestinos, mas Israel decidiu postergar a troca, alegando a necessidade de consultas de segurança sobre o retorno dos demais reféns. Para o Hamas, essa decisão representa uma “flagrante violação” dos termos do acordo, que já está em vigor há cinco semanas.
Israel justificou o adiamento citando múltiplas violações do Hamas ao cessar-fogo, incluindo a realização de cerimônias que humilham os reféns. O gabinete de Netanyahu declarou que a libertação dos prisioneiros palestinos só ocorrerá após garantias de que o Hamas não realizará mais essas cerimônias. O membro do Hamas, Izzat Al Reshq, criticou a decisão, afirmando que ela demonstra o “caráter evasivo de Israel” e sua falta de compromisso com o acordo.
Durante a troca de reféns, o Hamas organizou cerimônias elaboradas, nas quais os reféns eram apresentados ao público, alguns obrigados a fazer discursos. Um refém foi visto beijando a cabeça de homens armados ao seu lado. O Hamas também divulgou um vídeo de dois reféns não programados para serem libertados, que imploravam por negociações. A situação se complica com a primeira fase do cessar-fogo, mediada pelo Catar e Egito, prevista para terminar em 2 de março, e a rejeição do Hamas às exigências israelenses de desarmamento.
A tensão aumentou após a entrega de um corpo erroneamente identificado como sendo de Shiri Bibas, que se tornou um símbolo do sofrimento dos reféns. A família confirmou a identificação correta de seus restos mortais, enquanto o Hamas admitiu o erro e enviou outro corpo. A situação permanece crítica, com sessenta e três reféns ainda em Gaza e a possibilidade de que o cessar-fogo não seja mantido se as negociações não avançarem.
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