O presidente da Argentina, Javier Milei, fez declarações infundadas sobre a Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), alegando que a agência teria financiado uma suposta fraude eleitoral que resultou na vitória do presidente Lula sobre Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Milei não apresentou evidências para sustentar suas alegações, que vão contra […]
O presidente da Argentina, Javier Milei, fez declarações infundadas sobre a Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), alegando que a agência teria financiado uma suposta fraude eleitoral que resultou na vitória do presidente Lula sobre Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Milei não apresentou evidências para sustentar suas alegações, que vão contra a realidade, uma vez que nunca houve comprovação de fraudes nas eleições brasileiras desde a implementação das urnas eletrônicas.
Durante sua participação na Cpac (Conferência de Ação Política Conservadora) nos Estados Unidos, Milei afirmou que a Usaid destinou milhões de dólares para financiar fraudes eleitorais e criticou a agência por apoiar o que chamou de “aberrações”, incluindo a agenda climática e a ideologia de gênero. Essas declarações foram feitas sem qualquer respaldo factual, refletindo uma narrativa de desinformação que já circula entre alguns ex-funcionários do governo de Donald Trump.
A desinformação sobre a Usaid foi reforçada por Michael Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado, que também fez acusações sem provas sobre a agência ter prejudicado a campanha de reeleição de Bolsonaro. Um levantamento da própria Usaid, realizado em 2021, aborda a desinformação global e busca orientar seus funcionários sobre como lidar com o fenômeno, evidenciando a falta de fundamento nas alegações de Milei e Benz.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil reafirma a segurança das urnas eletrônicas e possui estudos para mitigar os efeitos da desinformação nas eleições. Recentemente, Bolsonaro continuou a propagar acusações infundadas sobre fraudes eleitorais, alegando que o TSE recebeu financiamento de outros países para incentivar jovens a obterem o título de eleitor, uma ação que ele considera manipulativa.
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