O jornaleiro Adolfo Gutiérrez, de Buenos Aires, expressou a preocupação dos cidadãos com questões como inflação e insegurança, em vez do escândalo envolvendo a criptomoeda $LIBRA, promovida pelo presidente Javier Milei. O episódio, que ocorreu após um post de Milei nas redes sociais, resultou em perdas significativas para muitos investidores. Apesar da repercussão na mídia, […]
O jornaleiro Adolfo Gutiérrez, de Buenos Aires, expressou a preocupação dos cidadãos com questões como inflação e insegurança, em vez do escândalo envolvendo a criptomoeda $LIBRA, promovida pelo presidente Javier Milei. O episódio, que ocorreu após um post de Milei nas redes sociais, resultou em perdas significativas para muitos investidores. Apesar da repercussão na mídia, Gutiérrez acredita que a corrupção é uma constante em todos os governos e que a população espera melhorias.
Pesquisas indicam que, entre os eleitores fiéis de Milei, cerca de 65% ainda confiam nele, embora 35% tenham reduzido sua confiança após o incidente. O presidente, que obteve 56% dos votos nas eleições de 2023, enfrenta o desafio de manter o apoio dos chamados “votos emprestados”, que foram cruciais para sua vitória. Analistas apontam que a popularidade de Milei permanece em torno de 45%, com a crise de reputação ainda sob controle.
A Justiça argentina já investiga Milei por sua ligação com a $LIBRA, que prometia impulsionar a economia local. O promotor Eduardo Taiano solicitou informações ao Banco Central e à Comissão Nacional de Valores, além de investigar cinco empresários envolvidos no projeto. O escândalo, que começou em 14 de fevereiro, resultou em lucros para poucos e perdas para muitos, levando Milei a apagar o post e alegar falta de conhecimento sobre a criptomoeda.
Enquanto Milei tenta reforçar sua imagem no exterior, sua popularidade é impactada pelo escândalo. Pesquisas recentes mostram que 76% dos entrevistados têm sentimentos negativos em relação ao presidente, e 60% acreditam que sua ação foi um golpe. Apesar disso, Milei mantém um apoio considerável, próximo de 50%, enquanto enfrenta críticas e investigações que podem afetar sua administração.
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