O presidente Lula tem evitado agendar eventos específicos para anunciar programas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em meio a especulações sobre uma possível troca no comando da pasta. O atual ministro, Paulo Teixeira, é um dos nomes cogitados para a reforma ministerial que deve ser divulgada nas próximas semanas. Recentemente, Lula não organizou um ato […]
O presidente Lula tem evitado agendar eventos específicos para anunciar programas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em meio a especulações sobre uma possível troca no comando da pasta. O atual ministro, Paulo Teixeira, é um dos nomes cogitados para a reforma ministerial que deve ser divulgada nas próximas semanas. Recentemente, Lula não organizou um ato para o lançamento do programa Desenrola Rural, que visa o refinanciamento de dívidas de pequenos agricultores, embora a portaria tenha sido assinada no dia 11.
Além disso, Lula não confirmou sua visita a um assentamento do MST em Campo do Meio, Minas Gerais, programada para o dia 25, onde anunciaria editais e crédito para reforma agrária, com a meta de assentar 12 mil famílias. Teixeira afirmou que o presidente indicou que eventos públicos, incluindo o de Minas Gerais, ocorrerão nas próximas semanas. O ministro esteve com Lula em um evento no Amapá, onde foi anunciada a doação de uma gleba da União, mas sem foco exclusivo em sua pasta.
A gestão de Teixeira enfrenta críticas do MST devido ao baixo número de assentamentos neste terceiro mandato de Lula. Embora o movimento tenha considerado pedir a saída do ministro, desistiu dessa ideia. Em contrapartida, Teixeira recebe apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores (Contag), que também tem laços históricos com o PT. Há rumores sobre o deputado Paulo Pimenta buscando o comando do ministério, o que ele nega.
Na coletiva sobre o Desenrola Rural, Teixeira defendeu que sua pasta tem atendido as expectativas de Lula, destacando que o Plano Safra focou no financiamento de produtos da cesta básica, evitando aumentos de preços. O ministro se comprometeu a atingir a meta de 60 mil famílias assentadas até o fim do mandato de Lula, conforme reivindicado pelo MST.
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