No início de fevereiro de 2024, Donald Trump assinou um decreto que proíbe a participação de mulheres transgênero em competições esportivas femininas. A medida, que se alinha ao lema da campanha presidencial de Trump, “Manter os homens fora das competições femininas”, busca pressionar escolas públicas e federações esportivas a adotarem essa política. A próxima Olimpíada, […]
No início de fevereiro de 2024, Donald Trump assinou um decreto que proíbe a participação de mulheres transgênero em competições esportivas femininas. A medida, que se alinha ao lema da campanha presidencial de Trump, “Manter os homens fora das competições femininas”, busca pressionar escolas públicas e federações esportivas a adotarem essa política. A próxima Olimpíada, marcada para 2028 em Los Angeles, será um foco importante para essa discussão.
A presidente do grupo Human Rights Campaign, Kelley Robinson, alertou que a decisão pode resultar em assédio e discriminação contra jovens atletas. O movimento conservador, impulsionado por Trump, também encontrou eco no Brasil, onde a deputada Bia Kicis se comprometeu a acelerar um projeto semelhante na Câmara Federal. A World Athletics planeja se reunir em março para discutir regras ainda mais restritivas para a participação de atletas trans, baseando-se em estudos que indicam vantagens em força e resistência.
As diretrizes atuais da World Athletics já barram atletas que passaram pela puberdade masculina de competições femininas. O presidente da entidade, Sebastian Coe, afirmou que as regras visam garantir justiça na categoria feminina. Um estudo da Universidade de Brighton revelou que, embora mulheres trans possam ter leve vantagem aeróbica, enfrentam desvantagens em força e oxigenação, questionando a ideia de um benefício irreversível.
Casos como o da nadadora Lia Thomas, que foi excluída de competições por não ter iniciado a transição antes dos 12 anos, e a sul-africana Caster Semenya, que enfrenta discriminação devido a altos níveis de testosterona, exemplificam as complexidades da questão. O presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco La Porta, defendeu que todos têm direito à prática esportiva, mas reconheceu a necessidade de regras que respeitem o equilíbrio competitivo, fundamentadas em evidências científicas.
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