Uma denúncia de segregação racial em uma escola infantil de São João Batista, Santa Catarina, gerou polêmica. O vereador Teodoro Adão (MDB) afirmou que encontrou crianças separadas por cor da pele na escola Núcleo Infantil Cebolinha. Segundo ele, as turmas estavam organizadas com crianças brancas em uma sala e negras em outra, o que classificou […]
Uma denúncia de segregação racial em uma escola infantil de São João Batista, Santa Catarina, gerou polêmica. O vereador Teodoro Adão (MDB) afirmou que encontrou crianças separadas por cor da pele na escola Núcleo Infantil Cebolinha. Segundo ele, as turmas estavam organizadas com crianças brancas em uma sala e negras em outra, o que classificou como “inadmissível” e um “tapa na cara”. O caso ganhou destaque nas redes sociais e na cidade.
Adão relatou que, durante sua visita, educadoras informaram que a divisão já existia antes do início das aulas. Uma professora teria dito que não poderia mudar a situação, enquanto outra optou por não questionar a separação para evitar conflitos. O vereador também mencionou que pais estavam sendo impedidos de acompanhar os filhos até a sala, o que gerou preocupação e tristeza entre as famílias.
A Prefeitura de São João Batista negou as acusações, afirmando que não houve segregação racial. Em nota, a administração municipal explicou que a distribuição das turmas foi feita de forma aleatória, com base em cadastros e sem qualquer análise de raça. A nota também apresentou dados sobre a composição das turmas, questionando como poderia haver segregação racial diante dos números apresentados.
O Ministério Público foi acionado para investigar a denúncia. A Prefeitura ressaltou que a prática de racismo é crime e que qualquer acusação deve ser apurada. Além disso, alertou sobre as consequências legais de denúncias falsas, conforme o Código Penal. O vereador Teodoro Adão foi contatado para fornecer mais informações, mas não respondeu até o momento.
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