Os alemães vão às urnas neste domingo para as eleições parlamentares, onde a oposição conservadora é a favorita, mas deve enfrentar a necessidade de formar um governo de coalizão. Com mais de 59 milhões de eleitores aptos a votar até às 14h, no horário de Brasília, as primeiras estimativas das pesquisas de boca de urna […]
Os alemães vão às urnas neste domingo para as eleições parlamentares, onde a oposição conservadora é a favorita, mas deve enfrentar a necessidade de formar um governo de coalizão. Com mais de 59 milhões de eleitores aptos a votar até às 14h, no horário de Brasília, as primeiras estimativas das pesquisas de boca de urna devem ser divulgadas logo após esse horário. As eleições são cruciais para a renovação dos representantes legislativos da Alemanha, a maior economia da Europa e um importante parceiro comercial do Brasil, além de definir o novo chanceler que sucederá o social-democrata Olaf Scholz.
A campanha eleitoral foi marcada pela interferência do governo de Donald Trump, que contribuiu para o crescimento da extrema direita no país. O apoio à coalizão governista, que inclui o partido Os Verdes, diminuiu devido a desafios econômicos e à incerteza sobre a segurança proporcionada pelos Estados Unidos, especialmente com a possível retirada de tropas americanas da Europa. O líder do CDU/CSU, Friedrich Merz, que deve liderar as intenções de voto, enfrenta a pressão de apoiar a Ucrânia em meio à invasão russa, enquanto as negociações de paz com a Rússia, iniciadas por Trump, excluíram a União Europeia e Kiev.
Merz, que tem uma longa trajetória na ala mais conservadora do CDU, declarou que não formará coalizão com a extrema direita do AfD, que enfrenta acusações de ligações com grupos neo-nazistas. Dependendo do resultado, ele poderá buscar alianças com partidos como o SPD de Scholz, Os Verdes e A Esquerda, que emergiu como uma surpresa nesta campanha, dobrando suas intenções de voto. Para garantir representação no Parlamento, um partido precisa obter mais de 5% dos votos, e há risco de que os liberais do FDP e a esquerda radical do BSW fiquem de fora.
Analistas consideram que o resultado das eleições pode influenciar a relação da União Europeia com os EUA e a Rússia. Uma vitória do AfD, promovida por figuras como Elon Musk, poderia alinhar a Alemanha ao trumpismo, enquanto uma coalizão nacional envolvendo CDU, SPD, Os Verdes e A Esquerda enviaria um sinal oposto a Washington. O cenário político da Alemanha está em jogo, e as consequências das eleições podem reverberar além das fronteiras do país.
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