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Lula intensifica pressão por licenças de exploração na Margem Equatorial durante visita ao Amapá

- O presidente Lula criticou o Ibama por atrasos na liberação de licenças. - Lula e Davi Alcolumbre formaram aliança para acelerar a exploração petrolífera. - Petrobras planeja investir R$ 3 bilhões para abrir quinze poços na região. - Rumores sobre troca na presidência do Ibama refletem pressão política crescente. - A exploração pode impactar a agenda ambiental do governo e a posição de Marina Silva.

Durante visita ao Amapá, o presidente Lula intensificou a pressão sobre o Ibama para liberar licenças que permitam a pesquisa de petróleo na Margem Equatorial, localizada a 160 quilômetros do litoral do estado. Lula criticou a morosidade do órgão, afirmando que “não dá é ficar nesse lenga-lenga”. A Petrobras apresentou estudos complementares após a negativa […]

Durante visita ao Amapá, o presidente Lula intensificou a pressão sobre o Ibama para liberar licenças que permitam a pesquisa de petróleo na Margem Equatorial, localizada a 160 quilômetros do litoral do estado. Lula criticou a morosidade do órgão, afirmando que “não dá é ficar nesse lenga-lenga”. A Petrobras apresentou estudos complementares após a negativa do Ibama e estaria disposta a construir um centro de despetrolização para acelerar o processo. O governo federal justifica a exploração apontando o sucesso de países vizinhos, como a Guiana, que teve um crescimento de 43% no PIB em 2024, segundo o FMI.

A Petrobras planeja investir 3 bilhões de dólares até 2029 para abrir quinze poços na Margem Equatorial, que se estende por 2.200 quilômetros. A Empresa de Pesquisa Energética estima que a Foz do Amazonas pode conter entre 6,2 e 10 bilhões de barris de petróleo. O senador Davi Alcolumbre e outros políticos da Região Norte apoiam a exploração, vendo-a como uma oportunidade de desenvolvimento econômico para suas bases eleitorais. O ministro Waldez Goés destacou que o Amapá está preparado para contribuir com a transição energética do Brasil.

O apoio à exploração enfrenta resistência de ambientalistas e do próprio Ibama, que é subordinado ao Ministério do Meio Ambiente, liderado por Marina Silva. Recentemente, aumentaram os rumores sobre a substituição de Rodrigo Agostinho na presidência do Ibama, com críticas de que a posição técnica estaria acima do interesse público. O cientista Carlos Nobre alertou sobre os riscos ambientais, defendendo que a exploração deve ser interrompida para evitar um “ecossuicídio”. Enquanto isso, o governo promete que a nova exploração ajudará na transição energética.

A relação entre Lula e Marina Silva se tornou tensa, especialmente após declarações públicas do presidente, que afirmou que a ministra “jamais seria contra” a prospecção de petróleo. Marina, por sua vez, tem evitado o tema, enfatizando a importância da transição energética. A situação remete a conflitos anteriores entre Lula e Marina, que podem ter um custo político significativo, especialmente com a COP30 prestes a ocorrer na Amazônia. Lula parece disposto a assumir esse risco em busca dos benefícios econômicos da exploração petrolífera.

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