Neste domingo, 23 de fevereiro de 2024, a Rússia lançou o maior ataque com drones contra a Ucrânia desde o início da guerra, com um total de 267 drones do modelo Shahed disparados. O ataque, que ocorreu na véspera do terceiro aniversário do conflito, resultou em severos danos em várias cidades ucranianas e deixou vítimas […]
Neste domingo, 23 de fevereiro de 2024, a Rússia lançou o maior ataque com drones contra a Ucrânia desde o início da guerra, com um total de 267 drones do modelo Shahed disparados. O ataque, que ocorreu na véspera do terceiro aniversário do conflito, resultou em severos danos em várias cidades ucranianas e deixou vítimas civis. O governo da Ucrânia informou que 138 drones foram interceptados, enquanto 119 desapareceram dos radares, indicando que podem ter sido neutralizados por guerra eletrônica.
As consequências do ataque foram devastadoras. Em Kherson, um homem e uma mãe de gêmeos perderam a vida após um drone atingir um prédio residencial. Em Kryvyi Rih, um civil também morreu e outros três ficaram feridos. Em Zaporizhzhia, uma mulher de 53 anos foi hospitalizada devido aos ferimentos. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, relatou incêndios e danos a casas e veículos na capital, enquanto 13 regiões ucranianas foram alvos do ataque, incluindo Kharkiv e Odesa.
O porta-voz do Comando da Força Aérea da Ucrânia, Yuriy Ignat, confirmou que este ataque representa um recorde em termos de drones lançados em uma única ação. O ministério da Defesa da Rússia alegou ter destruído 20 drones ucranianos que estavam em direção ao seu território. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu apoio internacional, enfatizando a necessidade de união entre os países europeus e os Estados Unidos para enfrentar o que chamou de “terror aéreo”.
Zelensky destacou que, apenas na última semana, foram lançados 1.150 drones e 1,4 mil bombas aéreas guiadas contra a Ucrânia. O ataque ocorre em um contexto de crescente tensão política, especialmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a intenção de iniciar negociações de paz com a Rússia sem a participação da Europa ou da Ucrânia, gerando descontentamento entre líderes europeus e o próprio Zelensky.
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