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Comissão de Ética arquiva processo contra ministra Cida Gonçalves por falta de provas

- A Comissão de Ética da Presidência arquivou o processo contra Cida Gonçalves. - Acusações incluíam assédio moral e proposta de demissão de ex-secretária. - Cida teria oferecido verba para apoiar candidatura de Carmen Foro em 2026. - Gravações feitas por servidores foram apresentadas como evidência das acusações. - Defesa da ministra classificou as denúncias como campanha difamatória sem fundamento.

A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu arquivar, nesta segunda-feira (24), um processo contra a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que enfrentava acusações de assédio moral e de negociar a demissão de uma ex-secretária em troca de apoio financeiro para sua candidatura. A ministra nega as alegações, que surgiram a partir de gravações […]

A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu arquivar, nesta segunda-feira (24), um processo contra a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que enfrentava acusações de assédio moral e de negociar a demissão de uma ex-secretária em troca de apoio financeiro para sua candidatura. A ministra nega as alegações, que surgiram a partir de gravações feitas por servidores do Ministério.

As denúncias indicavam que Cida teria sugerido um acordo com Carmen Foro, ex-secretária nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política, incluindo recursos para sua campanha a deputada em 2026 e uma possível posição na COP30, cúpula climática da ONU. As gravações mencionavam a intenção de “construir a candidatura” da ex-secretária e captar recursos no exterior.

Além disso, a ministra foi acusada de assediar moralmente servidores, levando o caso à Comissão de Ética. Após análise, os conselheiros decidiram, por unanimidade, arquivar as acusações por falta de indícios. A defesa de Cida considerou o arquivamento natural e classificou as denúncias como uma “campanha difamatória”.

O advogado da ministra, Bruno Salles Ribeiro, afirmou que os áudios, gravados sem autorização, demonstravam que Cida sempre agiu de maneira ética e respeitosa, em conformidade com os princípios da administração pública. Ele destacou que a denúncia não deveria ter sido aceita, como de fato não foi.

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