Os eleitores alemães foram às urnas no último domingo, 23 de fevereiro, para escolher um novo governo após a desintegração da coalizão liderada pelo chanceler federal Olaf Scholz. Os resultados preliminares indicam uma vitória da aliança conservadora União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU), liderada por Friedrich Merz, que se torna o provável […]
Os eleitores alemães foram às urnas no último domingo, 23 de fevereiro, para escolher um novo governo após a desintegração da coalizão liderada pelo chanceler federal Olaf Scholz. Os resultados preliminares indicam uma vitória da aliança conservadora União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU), liderada por Friedrich Merz, que se torna o provável novo chanceler. No entanto, Merz enfrentará desafios significativos, pois o Bundestag (Parlamento) está fragmentado, o que pode prolongar as negociações para a formação de um novo governo.
A eleição resultou em uma derrota histórica para o Partido Social Democrata (SPD) de Scholz e para o Partido Liberal Democrático (FDP), que ficou fora do Parlamento. Os Verdes, parceiros de coalizão de Scholz, também devem perder mandatos. Em contraste, a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de ultradireita, quase dobrou seu eleitorado e se consolidou como a segunda maior bancada no Parlamento, recebendo pouco mais de 20% dos votos, enquanto a CDU/CSU obteve 28,5%.
Friedrich Merz expressou a intenção de formar um novo governo até a Páscoa, em 20 de abril. Para isso, ele precisará de uma aliança, já que nenhum partido alcançou a maioria absoluta. Merz descartou uma coalizão com a AfD, que é isolada no Bundestag. A nova legenda Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), formada em 2024, não conseguiu superar a barreira de 5% e, portanto, não terá representação no Parlamento, dificultando ainda mais a formação de uma coalizão.
A eleição também refletiu a insatisfação do eleitorado com a atual situação econômica e questões como imigração e a guerra na Ucrânia. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, celebrou a vitória conservadora, atribuindo-a ao “cansaço” do povo alemão com políticas consideradas sem sentido. O cenário eleitoral evidenciou divisões geracionais e de gênero, com a CDU/CSU se destacando entre os eleitores mais velhos, enquanto a AfD teve melhor desempenho entre os mais jovens.
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