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Dois homens são julgados por bruxaria e tentativa de ataque ao presidente da Zâmbia

- Dois homens estão em julgamento por bruxaria, acusados de ameaçar o presidente. - O caso envolve um ex-parlamentar foragido, gerando especulações políticas. - A lei de bruxaria de 1914 é criticada por não entender crenças africanas. - Estudo revela que 79% dos zambianos acreditam em bruxaria, refletindo tradições. - O julgamento atraiu grande atenção, com questões sobre sua validade legal.

Dois homens estão sendo julgados na Zâmbia por praticar bruxaria e possuir amuletos destinados a prejudicar o presidente Hakainde Hichilema. O caso gerou grande interesse no país, refletindo a persistência de crenças em magia e fenômenos sobrenaturais, além de uma certa insatisfação com uma lei colonial que criminaliza tais práticas. Gankhanani Moyo, professor da Universidade […]

Dois homens estão sendo julgados na Zâmbia por praticar bruxaria e possuir amuletos destinados a prejudicar o presidente Hakainde Hichilema. O caso gerou grande interesse no país, refletindo a persistência de crenças em magia e fenômenos sobrenaturais, além de uma certa insatisfação com uma lei colonial que criminaliza tais práticas. Gankhanani Moyo, professor da Universidade da Zâmbia, criticou a legislação, afirmando que ela não considera as nuances das crenças africanas tradicionais.

Os réus foram supostamente contratados por um irmão de Emmanuel Banda, ex-deputado que está foragido, para lançar uma maldição sobre Hichilema. Alguns analistas veem o caso como uma manobra política do presidente, que se prepara para as eleições do próximo ano. A polícia prendeu os homens em um hotel em Lusaca, após um funcionário relatar barulhos estranhos. Eles estavam com um camaleão engarrafado e outros itens, incluindo um pó branco e um rabo de animal não identificado.

Um dos acusados confessou que foram contratados para matar Hichilema, prometendo mais de $1 milhão pelo serviço. O caso atraiu atenção, pois muitos zambianos levam a bruxaria a sério; uma pesquisa de 2018 revelou que 79% da população acredita na sua existência. Embora o tribunal tenha inicialmente decidido transmitir o julgamento ao vivo, a decisão foi revertida após oposição de grupos religiosos.

A legislação sobre bruxaria na Zâmbia, datada de 1914, define a prática como o uso de poderes sobrenaturais para causar dano. Processar casos de bruxaria é complicado, e a maioria é tratada em tribunais tradicionais. O presidente da Associação de Curandeiros Tradicionais da Zâmbia, Rodwell Vongo, afirmou que suas práticas são procuradas por clientes de classe média, desafiando a ideia de que essas crenças são exclusivas de áreas rurais.

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