Israel intensificou suas operações militares na Cisjordânia nesta segunda-feira, 24, com o uso de tanques, marcando a primeira vez que veículos blindados israelenses entram na região desde 2005. Os ataques, que começaram no domingo, afetaram cidades como Jenin, Hebron e Qabatiya, em um contexto de incerteza sobre o futuro do cessar-fogo em Gaza, que expira […]
Israel intensificou suas operações militares na Cisjordânia nesta segunda-feira, 24, com o uso de tanques, marcando a primeira vez que veículos blindados israelenses entram na região desde 2005. Os ataques, que começaram no domingo, afetaram cidades como Jenin, Hebron e Qabatiya, em um contexto de incerteza sobre o futuro do cessar-fogo em Gaza, que expira no início de março. O Ministério das Relações Exteriores da Palestina denunciou as ações como um “prelúdio” para a expansão da violência contra os palestinos, citando declarações do ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que afirmou que o exército impediria o retorno de palestinos deslocados.
A operação, classificada por Israel como uma ação “antiterrorista”, ocorre em meio a um plano para deslocar à força cerca de 40 mil pessoas de um campo de refugiados. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com o aumento da violência na Cisjordânia e as violações de direitos humanos, durante uma reunião do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. A escalada de tensões levanta questões sobre a continuidade do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que já enfrenta fragilidades devido a trocas de acusações sobre violações.
No último sábado, o Hamas entregou os últimos seis reféns israelenses vivos, conforme acordado na primeira fase do cessar-fogo, enquanto Israel deveria libertar cerca de 600 prisioneiros palestinos. No entanto, a liberação foi adiada devido a desentendimentos sobre o cumprimento do pacto. O gabinete do primeiro-ministro Netanyahu acusou o Hamas de desrespeitar o acordo, enquanto o grupo palestino alegou que o atraso na libertação dos prisioneiros representa uma violação clara do acordo. As negociações para uma segunda fase do cessar-fogo, que incluiria a reconstrução de Gaza e a formação de um governo provisório, ainda não avançaram.
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