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Netinho de Paula se defende de acusações de empréstimos com agiota do PCC

- Netinho de Paula é citado em investigações do MP de SP sobre agiotagem. - Ele nega ser investigado e defende suas amizades em vídeo nas redes sociais. - Mensagens entre Netinho e Ademir revelam empréstimos e articulações com o PCC. - MP denuncia esquema criminoso envolvendo policiais e empresários, pedindo R$ 40 milhões. - Justiça decidirá sobre a aceitação da denúncia e prosseguimento das investigações.

O cantor e ex-vereador Netinho de Paula se defendeu em um vídeo publicado nas redes sociais das acusações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que o implicam em um esquema de empréstimos com o empresário Ademir Pereira de Andrade, identificado como agiota do PCC. A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao […]

O cantor e ex-vereador Netinho de Paula se defendeu em um vídeo publicado nas redes sociais das acusações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que o implicam em um esquema de empréstimos com o empresário Ademir Pereira de Andrade, identificado como agiota do PCC. A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revela que Ademir atuava como operador financeiro da facção criminosa, sendo chamado de “Banco da gente” por Netinho. O cantor, com 35 anos de carreira, expressou que é “vergonhoso” associar seu nome a facções criminosas.

A promotoria obteve mensagens entre Netinho e Ademir que indicam a prática de empréstimos a juros. Em uma das conversas, o cantor menciona um empréstimo de R$ 500 mil e outro de R$ 2 milhões, afirmando que pagaria os juros conforme pudesse. Além disso, as mensagens revelam uma articulação entre Netinho e Ademir para favorecer integrantes do PCC que estavam presos. O cantor alegou que conhecia Ademir há oito anos e que ficou surpreso ao descobrir sua ligação com o crime organizado.

O MP-SP denunciou doze acusados que, segundo a investigação, atuavam em conluio com o PCC, utilizando a estrutura do Estado para beneficiar a facção. A denúncia inclui um pedido de ressarcimento de R$ 40 milhões por danos causados. O esquema envolvia corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, homicídios e sequestros, com a participação de policiais civis e empresários. Um caso emblemático é o assassinato do empresário Antônio Vinícius Gritzbach, que delatou alguns dos denunciados.

Agora, a Justiça de São Paulo deve decidir se aceita a denúncia do MP para dar continuidade às investigações. Até o momento, a TV Globo não conseguiu contato com os citados na denúncia.

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