O centro de processamento de migrantes localizado no hotel Roosevelt, em Nova York, encerrará suas atividades antes de junho de 2024, conforme anunciado pelo prefeito Eric Adams. Desde 2023, o local atendeu mais de 173.000 migrantes e solicitantes de asilo, que buscavam abrigo e assistência. O fechamento é visto como um marco positivo pelo governo […]
O centro de processamento de migrantes localizado no hotel Roosevelt, em Nova York, encerrará suas atividades antes de junho de 2024, conforme anunciado pelo prefeito Eric Adams. Desde 2023, o local atendeu mais de 173.000 migrantes e solicitantes de asilo, que buscavam abrigo e assistência. O fechamento é visto como um marco positivo pelo governo local, que destaca a redução no número de migrantes sob cuidados da cidade, que caiu de 69.000 em janeiro para menos de 45.000 atualmente.
O hotel, que se tornou um símbolo do acolhimento de migrantes, recebeu um fluxo intenso de pessoas, especialmente após a chegada de 232.000 migrantes desde a primavera de 2022. O aumento foi impulsionado por governadores republicanos que enviaram ônibus com imigrantes para cidades consideradas santuários. O ritmo de chegadas, no entanto, diminuiu, com uma média de 350 pessoas por semana nos últimos meses.
Além do fechamento do Roosevelt, o prefeito também anunciou a desativação de um abrigo no mesmo local, refletindo um esforço contínuo para lidar com a crise migratória. O governo local afirma que essas mudanças resultarão em uma economia de mais de 5.200 milhões de dólares. A decisão ocorre em meio a críticas sobre os gastos públicos com a hospedagem de migrantes, especialmente após declarações de Elon Musk sobre o uso de fundos destinados a desastres.
Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes expressaram preocupação com a falta de orientação para aqueles que dependiam do suporte do Roosevelt. Murad Awawdeh, da New York Immigration Coalition, ressaltou a necessidade de um planejamento adequado para garantir que os migrantes saibam onde buscar ajuda após o fechamento do centro. A situação é ainda mais complexa devido à pressão da administração de Donald Trump sobre o prefeito para alinhar-se com uma agenda anti-imigração.
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