Quase 40% dos contratos federais cancelados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não resultarão em cortes de gastos, conforme dados do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), liderado por Elon Musk. Um terço das 2.300 rescisões registradas recentemente não gerará economia, contradizendo uma das justificativas do republicano para o cerco às agências federais desde seu […]
Quase 40% dos contratos federais cancelados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não resultarão em cortes de gastos, conforme dados do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), liderado por Elon Musk. Um terço das 2.300 rescisões registradas recentemente não gerará economia, contradizendo uma das justificativas do republicano para o cerco às agências federais desde seu retorno à Casa Branca em 20 de janeiro. A maioria dos contratos já havia sido liquidada, obrigando o governo a gastar os fundos conforme o compromisso assumido.
Os contratos cancelados incluíam estudos de pesquisa, treinamentos, softwares adquiridos e estagiários, além de assinaturas de portais de notícias, como a Associated Press e o Politico. Charles Tiefer, especialista em lei de contratos governamentais, criticou a ação, afirmando que “é como confiscar munição usada depois que ela foi disparada, quando não há mais nada nela”. Ele ressaltou que a rescisão de contratos sem sentido não contribui para a economia.
Por outro lado, o Doge afirma que o governo poderá economizar US$ 65 bilhões com cortes de funcionários e venda de ativos. Essa estratégia faz parte do plano de Trump para reduzir a máquina estatal, demitindo funcionários considerados de baixa produtividade. Contudo, o plano de Musk, denominado “Fork in the Road”, enfrentou um atraso devido a uma batalha judicial com sindicatos.
Recentemente, um juiz distrital dos EUA, George O’Toole Jr., decidiu que as ofertas de demissão voluntária podem prosseguir, argumentando que os sindicatos não tinham legitimidade legal para contestá-las. O programa permite que funcionários federais recebam salários e benefícios até 30 de setembro, sem a necessidade de trabalhar presencialmente, enquanto os cargos são eliminados gradualmente.
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