O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou a ministra da Saúde, Nísia Trindade, para uma reunião nesta terça-feira, 25 de fevereiro, em meio a rumores de sua demissão. A reunião ocorrerá às 14h30, após um evento que celebrou a pactuação de vacinas e anunciou a inclusão da vacina contra a dengue do Instituto Butantan […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou a ministra da Saúde, Nísia Trindade, para uma reunião nesta terça-feira, 25 de fevereiro, em meio a rumores de sua demissão. A reunião ocorrerá às 14h30, após um evento que celebrou a pactuação de vacinas e anunciou a inclusão da vacina contra a dengue do Instituto Butantan no SUS. Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente se manteve em silêncio, enquanto Nísia foi ovacionada pelo público, demonstrando apoio à sua gestão.
Nísia participou de um evento em Maringá na última sexta-feira, onde visitou obras de um novo parque tecnológico. Desde então, circulam informações sobre a insatisfação de Lula com sua atuação, especialmente em relação ao programa Mais Acesso a Especialistas, que visa ampliar a oferta de consultas e exames no SUS. Auxiliares do governo afirmam que a conversa decisiva sobre a permanência de Nísia deve ocorrer antes ou depois da cerimônia de assinatura de parcerias para fortalecer a produção de vacinas.
O atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, é o principal nome cotado para substituir Nísia, caso sua demissão se concretize. Padilha não participou do evento de lançamento do acordo para a produção de vacinas, e a assessoria informou que ele costuma se ausentar de eventos desse tipo. Lula já expressou seu descontentamento com a condução da política de saúde e a queda na popularidade do governo, o que pode influenciar sua decisão sobre a troca no ministério.
A cerimônia de hoje também anunciou a incorporação da primeira vacina brasileira contra a dengue de dose única no SUS, com previsão de produção em larga escala a partir de 2026. O imunizante será destinado a pessoas de 2 a 59 anos, com uma oferta inicial de 60 milhões de doses anuais. A insatisfação com a gestão de Nísia, que não foi consultada sobre sua situação, é um fator que pesa na decisão de Lula, que busca uma nova vitrine para seu governo na área da saúde.
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