A recente declaração de Nísia Trindade, ministra da Saúde, provocou reações significativas, levando o 8M, um coletivo de servidoras, alunas e colaboradoras da Fiocruz, a lançar a campanha #respeitanísia. O grupo não exige a permanência de Nísia no cargo, mas clama por respeito à primeira mulher a ocupar essa posição, destacando sua trajetória na reconstrução […]
A recente declaração de Nísia Trindade, ministra da Saúde, provocou reações significativas, levando o 8M, um coletivo de servidoras, alunas e colaboradoras da Fiocruz, a lançar a campanha #respeitanísia. O grupo não exige a permanência de Nísia no cargo, mas clama por respeito à primeira mulher a ocupar essa posição, destacando sua trajetória na reconstrução do ministério após a gestão anterior e sua liderança durante a pandemia.
Uma das líderes do 8M enfatizou a importância de reconhecer o trabalho de Nísia, afirmando que ela representa um marco na luta por equidade e inclusão. O coletivo defende que a política deve valorizar a ciência e a saúde como bens universais, promovendo justiça social, econômica, étnico-racial e de gênero. A campanha também critica a subrepresentação feminina em cargos de liderança e denuncia a violência política de gênero.
O manifesto do 8M expressa um forte repúdio ao assédio e à desqualificação de mulheres em posições de poder, além de exigir respeito às conquistas e à autonomia das mulheres. A mensagem central é a busca por igualdade, liberdade e condições dignas para a atuação pública e política das mulheres, destacando que “mulher é para brilhar”.
A mobilização nas redes sociais inclui um apelo claro contra as difamações e ataques à reputação das mulheres, que frequentemente ocorrem por meio de campanhas violentas nas mídias sociais e na imprensa. A hashtag #respeitanísia se tornou um símbolo da luta por reconhecimento e respeito às mulheres na política.
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