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Otoni de Paula se distancia de Bolsonaro após derrota na Frente Parlamentar Evangélica

- O deputado Otoni de Paula foi derrotado na liderança da Frente Parlamentar Evangélica. - Gilberto Nascimento foi eleito com 117 votos, enquanto Otoni recebeu 61. - Otoni culpa Jair Bolsonaro pela derrota, alegando que a eleição foi marcada pelo medo. - Ele se declara um ex-bolsonarista, mas mantém apoio a Ronaldo Caiado. - A disputa reflete a divisão entre bolsonaristas e não bolsonaristas no Congresso.

Derrotado na eleição para a liderança da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) atribui sua derrota ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na noite de terça-feira, a bancada elegeu Gilberto Nascimento (PSD-SP) para a presidência, em um pleito marcado por tensões entre bolsonaristas e não bolsonaristas. Otoni, que é pastor da […]

Derrotado na eleição para a liderança da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) atribui sua derrota ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na noite de terça-feira, a bancada elegeu Gilberto Nascimento (PSD-SP) para a presidência, em um pleito marcado por tensões entre bolsonaristas e não bolsonaristas. Otoni, que é pastor da Assembleia de Deus de Madureira, enfrentou ataques de Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, devido à sua aproximação com o governo de Lula.

Em declarações nesta quarta-feira, Otoni afirmou que a campanha contra ele o distanciou de Bolsonaro, caracterizando a eleição como “do medo”. Ele destacou que, apesar de ter sido um aliado próximo de Bolsonaro, sua posição divergente o transformou em um “inimigo” aos olhos de outros deputados, que, segundo ele, votaram sob pressão. O deputado também mencionou que, desde a campanha municipal, quando apoiou Eduardo Paes (PSD), passou a ser alvo de ataques de bolsonaristas.

Otoni se definiu como um “ex-bolsonarista” após se encontrar com Lula no Palácio do Planalto, o que gerou descontentamento entre os apoiadores de Bolsonaro. Ele citou uma ameaça do ex-presidente, que afirmou que votar nele seria uma “traição”. O deputado, que recentemente defendeu Bolsonaro em um vídeo, declarou que não oferecerá mais solidariedade ao ex-presidente e que, se pudesse, não repetiria suas ações passadas.

Na eleição, Otoni recebeu 61 votos, enquanto Nascimento obteve 117, marcando a primeira vez que a escolha para a presidência da FPE não ocorreu por consenso. A deputada Greyce Elias (Avante-MG) retirou sua candidatura para apoiar Nascimento, o que contribuiu para a vitória do político do PSD. Otoni anunciou que concorrerá novamente a deputado nas próximas eleições, descartando a possibilidade de se candidatar ao Senado.

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