Em 2024, mais de 70 países, representando cerca de metade da população mundial, realizaram eleições, totalizando 1,65 bilhão de eleitores. No entanto, o último índice de democracia da Unidade de Inteligência da revista The Economist revelou que a democracia global atingiu seu ponto mais baixo desde o início da série histórica em 2006, com uma […]
Em 2024, mais de 70 países, representando cerca de metade da população mundial, realizaram eleições, totalizando 1,65 bilhão de eleitores. No entanto, o último índice de democracia da Unidade de Inteligência da revista The Economist revelou que a democracia global atingiu seu ponto mais baixo desde o início da série histórica em 2006, com uma média de 5,17. Apenas 6,6% da população mundial vive em uma democracia plena, uma queda de seis pontos percentuais em uma década, enquanto duas em cada cinco pessoas estão sob regimes autoritários.
A Noruega manteve sua posição como o país mais democrático, com uma pontuação de 9,81, seguida pela Nova Zelândia e Suécia. O Afeganistão, com apenas 0,25 pontos, continua a ter a classificação mais baixa. Bangladesh, que caiu 25 posições no ranking, busca reconstruir sua democracia após a deposição de Sheikh Hasina, mas um governo interino liderado por Muhammad Yunus trouxe estabilidade econômica. Apesar das eleições, muitos pleitos não foram livres, como no Paquistão, onde a violência marcou a votação e a pontuação do país caiu para 2,84.
Na Rússia, uma eleição fraudulenta garantiu a Vladimir Putin um quinto mandato, resultando em uma pontuação de apenas 2 pontos. Outros países, como Burkina Faso e Mali, cancelaram eleições. A França foi rebaixada de democracia plena para falha, refletindo a perda de confiança no governo após a eleição antecipada de Emmanuel Macron. A Romênia também enfrentou rebaixamento devido a alegações de interferência russa e irregularidades eleitorais.
Na Ásia, a Coreia do Sul saiu da categoria de democracia plena após a declaração de lei marcial pelo presidente Yoon Suk Yeol. Os Estados Unidos, classificados como democracia falha, mantiveram a posição de 28º lugar com uma pontuação de 7,85. O Brasil, por sua vez, ficou em 57º lugar, com uma pontuação de 6,49, também classificado como “democracia falha”.
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