Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, formalizou sua desfiliação do Movimento ao Socialismo (MAS), partido que liderou por 26 anos, para lançar sua candidatura presidencial. A informação foi divulgada nesta quinta-feira por sua equipe jurídica, que confirmou que a renúncia foi registrada no Tribunal Supremo Eleitoral na quarta-feira. Héctor Rodríguez, advogado de Morales, destacou que a […]
Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, formalizou sua desfiliação do Movimento ao Socialismo (MAS), partido que liderou por 26 anos, para lançar sua candidatura presidencial. A informação foi divulgada nesta quinta-feira por sua equipe jurídica, que confirmou que a renúncia foi registrada no Tribunal Supremo Eleitoral na quarta-feira. Héctor Rodríguez, advogado de Morales, destacou que a decisão marca um afastamento do ex-presidente em relação ao governo de Luis Arce, seu antigo aliado.
Morales, de 65 anos, anunciou sua candidatura para as eleições de 17 de agosto com o partido Frente para a Vitória, que não possui representantes no Parlamento. Apesar de ter sido declarado inelegível pela Justiça por já ter cumprido os dois mandatos permitidos pela Constituição, ele insiste em participar do pleito. O ex-presidente governou a Bolívia de 2006 a 2019 e liderou o MAS desde 1998, mas o partido se fragmentou em facções rivais.
O Tribunal Constitucional entregou o controle do MAS à liderança alinhada a Arce em novembro passado, o que gerou tensões. Morales acusa o governo de Arce de promover uma “perseguição judicial” para barrar sua candidatura. Desde outubro, ele se encontra sob proteção de apoiadores na região de Chapare, seu reduto político em Cochabamba.
Atualmente, Morales enfrenta um mandado de prisão por não comparecer a depoimentos relacionados a um caso de suposto abuso de uma menor, com quem teria tido uma filha em 2016. A situação jurídica do ex-presidente complica ainda mais sua tentativa de retornar ao cenário político boliviano.
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