Francia Márquez, vicepresidenta da Colômbia, deixou o cargo de ministra da Igualdade, uma pasta que ela mesma criou. O presidente Gustavo Petro anunciou Carlos Rosero como seu sucessor em um evento simbólico em Bogotá. Márquez não compareceu e não se manifestou sobre sua saída, que sugere uma expulsão por parte do presidente, embora ela mantenha […]
Francia Márquez, vicepresidenta da Colômbia, deixou o cargo de ministra da Igualdade, uma pasta que ela mesma criou. O presidente Gustavo Petro anunciou Carlos Rosero como seu sucessor em um evento simbólico em Bogotá. Márquez não compareceu e não se manifestou sobre sua saída, que sugere uma expulsão por parte do presidente, embora ela mantenha o cargo de vice, eleito popularmente.
A ministra denunciou, horas antes, que sua vida está em risco após expor corrupção no governo. Em um comunicado, afirmou: “Meu compromisso com a Colômbia não termina por estar dentro ou fora de um ministério.” Apesar de sua saída, ela não apresentou a renúncia protocolar solicitada por Petro, após expressar descontentamento em um Conselho de Ministros.
O Ministério da Igualdade, criado em junho de 2023, apresentou uma execução orçamentária de apenas 2,4% até o final de 2024, com menos de 40 mil milhões de pesos desembolsados de um total de 1,8 trilhões de pesos. A pasta enfrentou dificuldades, incluindo a anulação da lei que a estabeleceu pela Corte Constitucional, que exigiu um novo aval fiscal.
A saída de Márquez ocorre após denúncias de assédio sexual envolvendo membros de sua equipe, incluindo o ex-viceministro Nelson Lemus Cruz. Outras renúncias significativas também foram registradas, como as de Luz María Múnera e Diana Gómez. Carlos Rosero, seu sucessor, é um destacado líder afrocolombiano e foi fundamental na luta pelos direitos da população negra no país.
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