O governo de Daniel Ortega na Nicarágua intensificou a repressão contra líderes cristãos, com a expulsão de cerca de 30 mulheres em 28 de janeiro, nas cidades de Manágua e Chinandega. A Missão Portas Abertas informou que as autoridades ordenaram a saída forçada, permitindo que as expulsas levassem apenas alguns pertences. A pesquisadora Martha Patricia […]
O governo de Daniel Ortega na Nicarágua intensificou a repressão contra líderes cristãos, com a expulsão de cerca de 30 mulheres em 28 de janeiro, nas cidades de Manágua e Chinandega. A Missão Portas Abertas informou que as autoridades ordenaram a saída forçada, permitindo que as expulsas levassem apenas alguns pertences. A pesquisadora Martha Patricia Molina, autora do relatório “Nicarágua: uma Igreja Perseguida?”, descreveu a situação como uma “noite do terror”, ressaltando que o paradeiro das mulheres é desconhecido.
No mesmo dia, o governo confiscou todos os bens do líder cristão Rolando Álvarez, que está exilado desde janeiro de 2024. Molina relatou que a remoção dos pertences foi dolorosa para testemunhas, que viram caminhões brancos levando objetos, incluindo uma cruz. Desde 2018, quase mil ataques à Igreja foram registrados, evidenciando a crescente repressão religiosa no país.
A crise na Nicarágua se agravou após as eleições de novembro de 2021, quando Ortega foi reeleito. Desde então, mais de 256 igrejas evangélicas foram fechadas e pelo menos 200 líderes religiosos fugiram do país. Além disso, mais de 20 perderam a cidadania e 65 foram indiciados por acusações como conspiração. Atualmente, há cerca de 100 pastores presos, segundo John Britton Hancock, diretor do ministério Mountain Gateway.
A comunidade cristã nicaraguense tem se oposto ao regime de Ortega, criticando a repressão violenta e as restrições à liberdade de expressão. Em resposta à crescente perseguição, muitos evangélicos têm se reunido em casas para cultuar sem atrair a atenção das autoridades. A Nicarágua ocupa a 30ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, refletindo a grave situação de violação de direitos religiosos no país.
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